Written on 22:21 by Leonardo Rebés Augustin
Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.
"Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".
Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:-Levante-se e saia da sala.-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé.Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão.
A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.
Stephen Kanitz
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.
Posted in
Curiosidades,
Perfil administrador
|
|
Written on 22:02 by Leonardo Rebés Augustin
Você é um caçador de oportunidades?, por Jorge Gerdau Johannpeter*
O empreendedor tem um comportamento similar ao de um animal na busca da caça. Está sempre inquieto, procurando novas oportunidades. Esse estado de atenção constante é essencial para o êxito de um negócio. É isso que o faz correr riscos, mobilizar pessoas e recursos e lançar-se em um novo empreendimento, buscando construir o seu sonho.O Brasil, sem dúvida, possui um grande número de empreendedores, que buscam na construção de novos negócios a esperança de crescimento e realização profissional. Isso se deve, principalmente, à limitação das oportunidades no mercado de trabalho, à criatividade de nosso povo e à ampliação do acesso a informação e a tecnologias. Porém, também sabemos que a maioria deles fracassa em seus primeiros anos de trabalho. Por que isso ocorre?Certamente, a dificuldade de empreender possui raízes na História. A sociedade foi desenvolvida, em grande parte, a partir do conceito da subordinação, estabelecendo o seu funcionamento de acordo com uma ordem central. Isso vale, até hoje, para escolas, universidades, igrejas, exército, entre outros. Criamos poucos líderes e muitos subordinados.O reflexo disso é o baixo estímulo a uma atitude empreendedora, que se vislumbra, por exemplo, na limitada interação entre universidades e empresas no Brasil. Os bons resultados obtidos por pesquisadores brasileiros, muitas vezes, não ganham aplicações comerciais por falta de entendimento entre os dois lados. Em nações mais desenvolvidas, que conseguiram superar essa barreira cultural, a pesquisa, inclusive a científica, é orientada para objetivos vinculados ao desenvolvimento econômico e social.Somem-se a essa herança cultural os conhecidos problemas estruturais que barram o empreendedorismo no Brasil. É muito difícil criar ou fechar uma empresa, assim como enfrentar a burocracia vigente, que mata as atitudes empreendedoras, desestimulando investimentos. Existem, entretanto, iniciativas positivas, como o Simples, sistema tributário para micro e pequenas empresas que unifica e reduz o pagamento de impostos. Além disso, há bons projetos financiados pela iniciativa privada, como a Junior Achievement, que estimula o empreendedorismo em estudantes do Ensino Médio. Em 26 anos de existência, a organização já sensibilizou 1,6 milhão de jovens sobre o mundo dos negócios e as vantagens da atividade empreendedora para a sociedade. Também merecem destaque trabalhos como o do Instituto Endeavor, no apoio a novos empreendedores, e as iniciativas do Movimento Brasil Competitivo e do Sebrae, com programas de melhoria de gestão para micro e pequenas empresas.
Para que o Brasil prospere, precisamos estimular o espírito empreendedor ao máximo. Qualquer ação que traga desenvolvimento e gere empregos e renda deve ser incentivada. O primeiro passo é que cada um de nós avalie o seu comportamento no dia a dia, com filhos e netos, assim como atue fortemente para gerar mais mudança na ação dos governos, principalmente em prol do incentivo às micro e pequenas empresas. Afinal, o empreendedor é um dos principais agentes sociais de qualquer nação. Ao correr riscos, ele promove o desenvolvimento, beneficiando toda a sociedade. E é essa atitude que devemos praticar e estimular desde cedo em nossos jovens.
*Empresário, presidente do Conselho de Administração da Gerdau
Posted in
Empreendedorismo
|
|
Written on 20:34 by Leonardo Rebés Augustin
Segundo pesquisa realizada pela universidade da Virginia publicada na revista Super Interessante, a velhice começa por volta dos trinta anos. Segundo pesquisadores, nosso cérebro apresenta uma queda de desempenho ao longo do tempo.
Aos trinta anos nosso cérebro:
Memória - queda de 17%
Velocidade Mental - queda de 27,3%
Raciocínio Lógico - queda de 37,5%
Inteligência Espacial - queda de 50%
Nosso corpo continua em perfeito estado físico, porém a decadência do cérebro já começou. Não pelo número de neuronios que permanecem iguais, mas as conexões entre eles começam a piorar.
Os cientistas também descobriram que que algumas habilidades, como a verbal, continuam crescendo e aprender coisas novas, aumentando o número de informações no cérebro, compensa parcialmente essa perdas.
Posted in
Curiosidades
|
|
Written on 20:48 by Leonardo Rebés Augustin
Olá Pessoal, segue abaixo o gabarito não oficial das disciplina Operação de Importação e Exportação e de Gestão Financeira e Tributária:
1- E
2- D
3- A
4- D
5- B
6- C
7- C
8- C
9- B
10- C
11- C
12- D
13- A
14- B
15- E
16- E
17- A
18- A
19- B
20- C
Posted in
Prova
|
|
Written on 17:33 by Leonardo Rebés Augustin
(Reservar vagas para estudantes Negros, Indios ou Pobres resolve? Ou cria mais desigualdades?)
É sem dúvida o assunto do mês, as principais revistas semanais abordam o tema na capa, o Senado tenta aprovar um novo projeto de lei que segundo o próprio Ministro de Educação Fernando Haddad afirma ser mal redigido e confuso.
Certo é que no Brasil continua havendo racismo, e negros possuem acesso restrito às universidades e ao mercado de trabalho. São realidades de um país cheio de distorções graves. Porém será que a intervenção em cotas de ensino resolve nosso problema ou cria outros?
Defensores das cotas defendem que ao longo do tempo certas etnias foram injustiçadas e por causa dessa herança não há chance de chegar aos bancos escolares.
Por outro lado, há defensores de que as cotas só aumentam a discriminação entre etnias e não valorizam o real potencial de cada estudante.
Essa idéia de cotas não é nova, alguns países já adotaram esse sistema e na maioria não houve sucesso.
Nos EUA as cotas foram estabelecidas no governo Nixon, 20 anos pós Luther King. As cotas foram banidas pela Suprema Corte nos anos 70.
Na Malásia há mais de 30 anos possuem cotas para favorecer “malaios”, porém em 2004 o governo retomou o sistema de mérito.
Na África do Sul desde o fim do regime apartheid em 1990 negros são favorecidos, recentemente mais de 200 mil chineses conseguiram na justiça o mesmo direito.
Na Índia há mais de meio século os famosos “dalits” receberam o direito das cotas, de lá pra cá várias outras castas também foram incluídas. São comuns protestos violentos de outras castas pelo benefício.
Na Nigéria a etnia majoritária favorece a si mesma... bem democrática.....
Ruanda muitos conflitos entre “tútsis” e “hútos”, somando mais de 1 milhão de mortes só em 1994.
O que alguns especialistas afirmam é que existe a possibilidade de que conflitos raciais deste tipo, que nunca existiram no Brasil, aflorem. Dizer que as pessoas não são iguais, não seria o melhor caminho, estamos criando interesse de raça. Em 1940 20% dos brasileiros se consideravam pardos, em 2000, esse número subiu para 42%.
Na realidade, não podemos confundir diferenças raciais com diferenças sociais.
O governoo está investindo em formação superior mas esquece da educação básica. Em 2006 o governo investiu por aluno apenas R$ 1773,00 por aluno na educação básica, contra R$ 11820,00 por aluno na educação superior.
É nossa função cobrar uma melhor formação dos alunos, na educação básica para não termos tantas diferenças no ensino superior.
Na rede pública, em 2007, 15.984.892 alunos ingressaram no ensino fundamental 1; porém apenas 12.943.713 alunos chegaram ao ensino fundamental 2, o ensino médio recebeu 7.472.301 alunos, e 2.290.490 conseguiram entrar no ensino superior.
Ou seja, dos quase 16 milhões de alunos ingressantes no ensino fundamental, apenas 2 milhões chegam a universidade. Será que as cotas corrigem distorções?
Ensino Fundamental 1 – (1º a 4º série)
Ensino Fundamental 2 – (5º a 8º série)
Para seber mais leiam Época Nº 568
Posted in
Curiosidades
|
|
Written on 21:11 by Leonardo Rebés Augustin
Olá Pessoas.
Segue abaixo o Gabarito NÃO OFICIAL das provas de Matemática Financeira e de Gestão Estratégica e Planejamento.
1-C 11-E
2-E 12-A
3-B 13-D
4-D 14-C
5-E 15-A
6-B 16-D
7-C 17-A
8-D 18-D
9-C 19-E
10B 20-E
Posted in
Prova
|
|
Written on 23:47 by Leonardo Rebés Augustin
Hoje no Brasil somos 1 milhão de alunos nessa modalidade, gerando mais de 1 bilhão de reais no ano de faturamento, é sem dúvida um mercado em ascenssão no país.
Vamos conhecer alguns números:
Número de Alunos:
2004 - 310000
2007 - 973000
Instituições Credenciadas pelo MEC:
2004 - 166
2007 - 257
Valor Movimentado (em milhões de reais)
2004 - 470
2007 - 1500
(fonte MEC)
As maiores instituições do país:
1º EADCON-UNITINS(TO) E FAEL(PR) - 140000 alunos
2º UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ(PR) - 125000 alunos
3º UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL(RS) - 91000 alunos
4º UNINTER-FACINTER(PR) E FATEC(PR) - 80000 alunos
5º FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS(BA) - 50000 alunos
(dados de 2009 - fonte escolas)
Posted in
Curiosidades,
Ensino a Distância EAD
|
|
Written on 11:42 by Leonardo Rebés Augustin
Pessoal,vamos rever alguns conceitos para nossa próxima prova:
No material de aula de revisão já nos da uma boa idéia do que vai ser a prova.
Vantagem Copmpetitiva - são competencias essenciais da organização difíceis de serem imitadas.
Mudança - muito ligado a competitividade das empresas para se manterem no mercado. Mudança interna de processos e mudança dos produtos.
Visão é onda a empresa quer chegar
Misão é a finalidade da empresa.
* Não vamos confundir
Porter - São 5 forças: Entrantes, compradores, fornecedores, produtos substitutos e rivalidade dos concorrentes.
Análise de cenários é importante: otimista, realista e pessimista
Matrizes vão cair:
Swot é a mais certa - Analisa o ambiente interno(forças e fraquezas), confrontando com o ambiente externo(oportunidedes e ameaças)
BCG - Crescimento do mercado(alta/baixa) X Participação de mercado (alta/baixa)
GE - Força competitiva X Atividade mercado
Ansoff - Produto X Mercado
Esses itens foram todos revistos no último grupo de estudos. A prova com sempre deve ser bem conceitual e de perguntas bem objetivas.
Na última aula o prof Tomas deu uma dica: Stakeholder: são as pessoas interessadas na empresa, como funcionários, acionistas, clientes....
É bom estudar bem as matrizes.
Bom estudo e até terça.
Posted in
Prova
|
|
Written on 00:39 by Leonardo Rebés Augustin
O assunto do ano sem dúvida é a crise mundial. Por onde quer que eu passe não há ninguém que não toque nestas cinco letras “ C R I S E ”. Já virou até assunto de conversa de elevador, daquelas do tipo: será que chove? Bonito dia hein? Agora é: E a Crise?, Essa crise tá braba, né?
Todo mundo só fala nela.
Algumas pessoas até me perguntaram se eu já havia postado alguma coisa sobre a “crise”. Eu respondia que não, pois não tive tempo, estava trabalhando muito..... Boa resposta essa!
É verdade, não havia escrito nada, e o pior, não tinha vontade, sabe? Crise é uma palavra muito chata, depressiva! Mas já era hora.
Depois de ler muito, gostei da reportagem da revista EXAME ed.936, sobre alguns pontos importantes, são sete passos que nos ajudam a rever pontos da empresa:
1- Monitoramento do Caixa: Rever custos e acompanhar o fluxo de caixa se tornou imprescindível.
2- Sem Excessos: Corte de Custos se torna uma realidade muito árdua para todos. Na montadora Fiat, o presidente Cledorvino Belini decidiu dar exemplo – e trocou a classe executiva pela econômica em todas as viagens.
3- Comunicação: A presença de presidentes ao falar honestamente da crise reduz a ansiedade da equipe.
4- Preparados para o pior: Algumas empresas reveram seus planejamentos. A Perdigão elaborou seis cenários diferentes. Antes a empresas trabalhava com apenas dois.
5- Oportunidades: Manter a prudência sem perder as oportunidades. A Empresa de motores Weg estuda a compra de alguns concorrentes.
6- Futuro: Quando a crise passar as empresas vão precisar estar mais competitivas do que antes.
7- Operação: Em épocas boas um presidente pode e deve pensar nos rumos a trilhar, porém na crise é fundamental também se envolverem com questões operacionais.
Porém, toda crise é passageira, um dia por algum motivo, ou por vários deles, ela resolve ir embora. E só uma coisa é certa, a competitividade vai aumentar, nossas relações de concorrência vão aquecer.
O que na verdade está acontecendo no Brasil é uma retração no consumo devido ao pessimismo generalizado. Havendo uma diminuição na compra, há uma diminuição na produção, obviamente obrigando fábricas a reverem processos, reestruturando seus posicionamentos.
Empresas muito “inchadas” e “lentas” correm mais riscos, pois se reestruturar pode custar caro. Porém empresas mais ‘abertas’ e ‘leves’ possuem uma facilidade maior de reestruturação. Essa capacidade de transformação e adaptação ao mercado será cada vez mais importante, até mesmo pós “crise”.
Importante saber qual é a estratégia da empresa, quais as ações que a empresa deve tomar. Para alguns segmentos pode ser cortes severos, porém outras pode ser de crescimento e investimentos, depende do setor e da estratégia adotada.
Quero deixar claro que baixar a cabeça e chorar não salva ninguém. Estudar e aprender o mercado para tomar decisões acertadas é o único caminho para o crescimento. Não podemos achar que em crise não se cresce. Muito pelo contrário, é nessa hora que devemos rever processos, repensar nossas rotinas e padrões. É pra isso que estudamos, não é?
“Em épocas de crise em que todos choram, há sempre alguém que se lembra de fabricar lenços.”
Posted in
Curiosidades
|
|
Written on 22:13 by Leonardo Rebés Augustin
Atenção estágiários e contratantes, as regras para estágio mudaram, prestem atenção no quadro abaixo para as principais mudanças:
A nova lei melhorou muito a condição para os alunos, como férias e carga horária menor. Porém gerou o aumento do custo do estagiário para o empregador, que deverá repensar as vantagens do estágio em relação a contratação de profissionais já formados.
Posted in
Curiosidades,
Gestão de Pessoas
|
|
QUALQUER DÚVIDA
leonardo.cientifico@yahoo.com.br